quinta-feira, 16 de julho de 2009

Pra cantar juntinho

* texto publicado excepcionalmente n'O Fator Barney, enquanto o blogsome estava fora do ar.

As músicas pop estão com refrões cada vez melhores, mas todo o resto está cretino demais.

É um desgaste emocional muito grande ouvir qualquer coisa que não seja o refrão de "Poker Face", na canção de Lady Gaga. Aquilo é ruim de verdade, meus amigos. Mas chega o refrão e você se sente conferindo um comercial da Paradoxx Music no começo dos anos 90, vitória total e irrestrita.

O mesmo serve para outra musa da estação (bem direitinha, diga-se), Katy Perry. A gatinha sincera está com um clipe de vasta rotatividade, "Waking up in Vegas". Tem um refrão tão ganchudo quanto as outras músicas que eu conheço, aquela do lesbianismo sussa e a do casório, mas tudo o que não é refrão nessa música remete ao que de pior já feito na história da música ruim.

Mas ela ainda tem a vantagem de, aparecendo nos clipes, deixar tudo muito mais agradável.



Desde Hillary Duff que eu digo, parece que tudo o que os produtores atuais ouviram foi Jennifer Lopez.

Mas talvez eu esteja apenas velho.

Aliás, me sinto especialmente velho conferindo os arquivos deste blog. O fato é que ficarei por aqui até decidir o futuro de minha presença online - o blogsome.com, aparentemente, subiu no telhado, então ativei meu senso de oportunidade e sigo preparando novidades para a próxima semana.

ABS

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Luciano Huck está carente



Luciano Huck, segurando um copo de água mineral numa mão e um pobre na outra, estava num canto escuro da televisão brasileira, com uma loira atraente, mas já um tanto passada, que esperava por alguma palavra dele.

Mas agora, naquele estúdio do Projac, Luciano Huck parecia estar a quilômetros de distância, sem demonstrar reação nenhuma, nem mesmo quando o estéreo do outro salão começou a tocar uma canção quase biográfica sobre o apresentador, "Mimar você", na versão de Caetano Veloso.

É uma balada encantadora sobre agradar as pessoas por intermédio de mimos em todas as quatro estações. Luciano Huck está acostumado a agradar as pessoas, para ser amado de volta. Ele saca duas notas de 100 reais e entrega para o homem desassistido ao seu lado, quando a canção entra em seu refrão. Luciano Huck está carente. (*)

Huck foi se especializando, no decorrer dos anos, nas tantas maneiras de agilizar o lado dos outros.

No começo, o pagamento de prendas era o caminho para conferir as rabiolas sacolejantes de Tiazinha e Feiticeira no programa H. Ter o sovaco depilado era uma delícia, tendo em vista a recompensa. Luciano Huck aprendia, ali, que as pessoas topam qualquer coisa por um pouco de amor.

Com o sucesso, logo seria contratado pela Rede Globo. A Tiazinha já era parte de um capítulo antigo do álbum de família, mas o apresentador manteve-se o tempo todo ladeado por inhas: Bananinhas, Sandrinhas, Coleguinhas. Por incrível que pareça, era pouco para uma emissora de maior alcance.

O arcaico esquema de Raul Gil e outros dinossauros da tevê prometia engolir Luciano Huck. Foi um começo conturbado, o amor daqueles bem fornidos traseiros já não era o suficiente para o telespectador.

Como a criança pereba que leva a bola para a escola, garantindo assim sua presença nos jogos de futebol, o comunicador viu uma brecha. Fazer o bem, olhando muito bem a quem. Mulher gostosa atrelada à consciência social, tão típica dos anos Lula.

Partiu da libido para o bolso. É como aquelas pegadinhas que usam mulher gostosa para lograr os otários - a única diferença é que, ao invés de tirar, ele dá.

Luciano Huck dá feito Sasha Grey. É a consciência social radical. As prendas variam, desde imitar o Roberto Carlos e o Sidney Magal, até viajar montado em uma mula. E aí seu carro é reformado, sua casa fica uma beleza, seu filho ganha uma bolsa de estudos, ou qualquer coisa que estejam dando no Peole & Arts agora.

Em troca de alguma atenção, todos os agrados do mundo. Essa renovação muito carismática foi um excelente negócio. Mas assistencialismo de resultado parece ser tudo o que o apresentador tem a oferecer.

Luciano Huck está carente. Pobre Luciano Huck.



* daqui

terça-feira, 30 de junho de 2009

Don't Stop 'Til You Get Enough

A indústria cinematográfica brasileira é a versão vida real do filme "Be Kind Rewind", de Michel Gondry. No lugar de Jack Black, temos Selton Mello realizando todos os filmes disponíveis da maneira mais precária possível.


Foto com referência não-irônica a John Malkovich

Depois dos sucessos "Mulher Invisível" e "Meu Nome Não É Johnny", Selton revolucionou sua maneira de atuar no filme "Jean Charles" ao fazer a barba.

Monocultura, já dizia Black Alien, é a maior sequela.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O obituário da semana, por Chico Barney

Qualquer semana que comece com a eliminação de Théo Becker e chegue ao fim com o falecimento de Michael Jackson é especialmente triste. Lamente conosco, no Luto Premiado de Vai trabalhar, vagabundo.

- O LEGADO

Michael Jackson deixa muito mais do que a revolução nos videoclipes, o subterfúgio da ré enquanto identidade artística e o ineditismo da cirurgia para deixar o queixo igual ao de Humberto Martins.

Poucas pessoas podem se gabar de terem inspirado um nome completamente novo. O rei do pop foi um pioneiro no virundismo de cartório, fazendo surgir centenas de milhares de sujeitos chamados Maicon ao redor do país.


RIP Maicon Librelato (Orleans, 30 de março de 1981 — Florianópolis, 28 de novembro de 2002)

Michael faleceu nesta quinta-feira, um lamentável 25 de junho, apenas para deixar seu nome escrito para sempre em nossos corações - ainda que, quase sempre, com a grafia errada.

- CHACRETISMO

Farrah Fawcett, ex-pantera e atual velha caquética, teve o mais triste dos fins: câncer anal. Não, não é a música do De Leve que barbarizou a Campus Party, tampouco uma piada do Ronald Rios sobre a Ana Maria Braga. É a mais deprimente das verdades.

No Brasil, muitas senhoritas já sofreram de mal similar: o câncer anal psicológico. Tiazinha, Feiticeira, Carla Perez, Rita Cadillac... Todas sofreram com a ressaca moral da exposição eterna de seus traseiros.


Se é para trás, então OK

Cada uma lida com a situação de maneira diferente. Feiticeira arranjou um leão de chácara, Tiazinha só sai de casa com um papel de pão na cabeça, e por aí vai.

Para a mídia, estão todas mais enterradas que a loira americana. E para isso, meu amigo, a única quimioterapia possível é o mundo pornô.

- AGACIEL AGRACIOU

Agaciel Maia virou o novo nome a ser esquecido dentro de alguns dias. O Senado nos noticiários vive cronograma parecido com o do Casseta e Planeta: um convidado especial por semana, somando pouco à casa e trazendo muito constrangimento.


Adeus, Sarney: no aguardo para saber quem será o Bussunda dessa crise

Continuamos de olho vivo na carniça do mundo, e voltamos na semana que vem com muito mais.

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Chico Barney se fingiu de coveiro

quarta-feira, 24 de junho de 2009

#30

Leighton Meester - Bette Davis Eyes

Uma das atrizes mais gatinhas da atualidade, Leighton Meester revelou-se nesta semana como grande promessa da pornografia informal.

Alguns meses antes, ela já dava sinais de uma boa diversidade de talentos, ao surpreender em sua versão cativante de "Bette Davis Eyes", canção originalmente entoada pela jaguaríssima Kim Carnes em algum ponto apropriadamente esquecido dos anos oitenta.

Certamente é a versão definitiva da música, tendo em vista que a própria musa de Gossip Girl tem charmosos olhos à Bette Davis.

Grande sucesso nas redes sociais, o Olhar Bette Davis é uma espécie de precursor do Olhar Moema. A maneira chique, única e exclusiva de se garantir superior em qualquer situação.

A produção da faixa é excelente, remetendo aos melhores momentos de All Saints.

Confesso que desconheço os talentos dramáticos da moçoila, portanto torço que suas outras atividades tenham uma vida longa e próspera - a música em segundo lugar, sempre.

Link para download!


Tá preocupado comigo?

quinta-feira, 18 de junho de 2009

As polêmicas da semana, por Chico Barney (IV)

Não sei se o amigo leitor percebeu, mas este episódio é o "Uma Nova Esperança" deste suntuoso segmento de nosso site. Descubra tudo aquilo que vale à pena saber sobre esta semana nas linhas a seguir.

- HATTRICK BELVEDERE



A trinca de malucos que vem polarizando nossa atenção nesses últimos dias é formada por Kim Jong-il, Mahmoud Ahmadinejad e Théo Becker. O primeiro pode até ter a bomba atômica, mas são os outros dois que estão fervendo de verdade.

No Twitter, esta grande Pangéia 2.0 que deixa todos à beira da iminente deriva continental da desinformação, Ahmadinejad e Théo Becker tem reunido inúmeros detratores e entusiastas.

No caso de Ahmadinejad, comemora-se que nunca um site foi tão importante para acompanhar uma crise internacional - o que não garante que seja um bom entretenimento, já que não tem nada demais em ler uma porção de gente choramingando com o avatar verde, em homenagem ao Irã.

Sobre Théo, celebra-se o fato de que, desde o exílio europeu de João Kléber, um programa horrível nunca se tornara tão legal graças a um sujeito com essa quantidade de problemas de ordem psiquiátrica.

O Youtube também surge como única maneira viável de se acompanhar ambos os eventos. No caso do Irã, é a única saída não-oficial, já que baniram todos os jornalistas internacionais. No caso d'A Fazenda, é a forma que a sociedade civil encontrou para fugir das intervenções lamentáveis do apresentador Britto Jr.

- QUEM MEXEU NO MEU DIPLOMA?



Fico feliz com o fim da necessidade de diploma para praticar o jornalismo. Ficarei ainda mais feliz se o jornalismo terminar antes que a tadeuschmidtzação contamine todo o meio.

Mas estou exagerando.

De certa maneira, Tadeu Schmidt é um problema menor na sociedade brasileira. Todas as pessoas que evitam trocar de canal quando ele aparece estão condenadas a extinção num período de tempo mais curto que o próprio jornalismo: nossas avós. Grande barbada para a décima segunda edição do programa A Fazenda.

- SARNEY POSA NU ADMIRANDO FOTO DE LULA



Todo esse papo me fez lembrar do presidente Lula, que não tem diploma nem do Mobral, e vai começar a assinar uma coluna em determinados jornais. Assinar no sentido Milli & Vanilli da coisa, claro, porque a situação tende a ser muito parecida com o blog do ex-jogador e comentarista Neto.

Esse pessoal escrevendo só seria legal no Google Wave, possibilitando aquele improviso nocivo, sempre flertando perigosamente com o abismo.

- AIRBUS: O INFOGR

O spin-off de Vai trabalhar, vagabundo

Depois de um breve recesso por motivos variados, começam a surgir as incríveis novidades de Vai trabalhar, vagabundo.

Primeira delas, a fascinante estreia do PagodeCast em nova casa: o Portal MTV.



A partir de agora, além de episódios inéditos e imprescindíveis para entender o mundo atual, o PagodeCast também é um blog, que trará sempre alucinações pagoderísticas da mais fina estirpe.

Esta é tida como a versão virtual da transferência do Gugu do SBT para a Record. Uma negociação sem precedentes.

Prestigiem. Voltamos a qualquer momento com mais surpresas.