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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Um zero vírgula dois zeros



Marcelo Dourado é uma espécie de Jaspion das subcelebridades. Já passou pelo inferno, beijou a Luciana Gimenez na bochecha e voltou para contar história.

Como lutador de MMA, perdeu 7 lutas e ganhou apenas 1. Como em tudo na vida, parece ter apanhado bem mais do que batido. Não é de se estranhar, sendo ele o tipo de cara que faz moicano mesmo depois de ter atingido um grau avançado de calvície.

O Poder Supremo, no auge da perseguição, deu a ele a condição de Chuck Norris brasileiro. Como vencer um meme?

Até agora, Dourado teve diversos fatores externos a seu favor. Mas ele já demonstrou, até pelo cartel de lutador, que não tem um queixo muito duro. Na hora que depender só dele, tudo pode acontecer.

Não podemos perder de vista que Marcelo Dourado é um fracassado. E é por isso que gostamos tanto dele.

http://www.youtube.com/watch?v=txW4CvQXCHU
mundo livre s/a - Saldo de Aratu

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Luciano Huck está carente



Luciano Huck, segurando um copo de água mineral numa mão e um pobre na outra, estava num canto escuro da televisão brasileira, com uma loira atraente, mas já um tanto passada, que esperava por alguma palavra dele.

Mas agora, naquele estúdio do Projac, Luciano Huck parecia estar a quilômetros de distância, sem demonstrar reação nenhuma, nem mesmo quando o estéreo do outro salão começou a tocar uma canção quase biográfica sobre o apresentador, "Mimar você", na versão de Caetano Veloso.

É uma balada encantadora sobre agradar as pessoas por intermédio de mimos em todas as quatro estações. Luciano Huck está acostumado a agradar as pessoas, para ser amado de volta. Ele saca duas notas de 100 reais e entrega para o homem desassistido ao seu lado, quando a canção entra em seu refrão. Luciano Huck está carente. (*)

Huck foi se especializando, no decorrer dos anos, nas tantas maneiras de agilizar o lado dos outros.

No começo, o pagamento de prendas era o caminho para conferir as rabiolas sacolejantes de Tiazinha e Feiticeira no programa H. Ter o sovaco depilado era uma delícia, tendo em vista a recompensa. Luciano Huck aprendia, ali, que as pessoas topam qualquer coisa por um pouco de amor.

Com o sucesso, logo seria contratado pela Rede Globo. A Tiazinha já era parte de um capítulo antigo do álbum de família, mas o apresentador manteve-se o tempo todo ladeado por inhas: Bananinhas, Sandrinhas, Coleguinhas. Por incrível que pareça, era pouco para uma emissora de maior alcance.

O arcaico esquema de Raul Gil e outros dinossauros da tevê prometia engolir Luciano Huck. Foi um começo conturbado, o amor daqueles bem fornidos traseiros já não era o suficiente para o telespectador.

Como a criança pereba que leva a bola para a escola, garantindo assim sua presença nos jogos de futebol, o comunicador viu uma brecha. Fazer o bem, olhando muito bem a quem. Mulher gostosa atrelada à consciência social, tão típica dos anos Lula.

Partiu da libido para o bolso. É como aquelas pegadinhas que usam mulher gostosa para lograr os otários - a única diferença é que, ao invés de tirar, ele dá.

Luciano Huck dá feito Sasha Grey. É a consciência social radical. As prendas variam, desde imitar o Roberto Carlos e o Sidney Magal, até viajar montado em uma mula. E aí seu carro é reformado, sua casa fica uma beleza, seu filho ganha uma bolsa de estudos, ou qualquer coisa que estejam dando no Peole & Arts agora.

Em troca de alguma atenção, todos os agrados do mundo. Essa renovação muito carismática foi um excelente negócio. Mas assistencialismo de resultado parece ser tudo o que o apresentador tem a oferecer.

Luciano Huck está carente. Pobre Luciano Huck.



* daqui