domingo, 14 de outubro de 2007

Sem perdão

Arlindo Cruz sempre repousou naquele libidinoso panteão de artistas que, mesmo quando são ruins, são bons. E aí aconteceu Maria Rita. A bezerra literalmente desmamada preferida da nação deu um jeitinho de desmunhecar feio em seis esquecíveis por-assim-dizer enxertos da obra do nosso querido AC.


Pagode modinha é isso aí, no estilo C&A

Claro que o six-pack de músicas do ex-melhor amigo do Sombrinha são a quase-salvação da lavoura. As músicas são de fato legais, tanto que parece que toda cabritada que Maria Rita dispara é na verdade o bonito verso gritando por socorro, implorando uma interpretação que preste.

Maria Rita é tipo uma versão BIJOU de Midas, tudo que toca vira FAKE.

Cotação: Belchior sem bigode

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

 

 

Perderam o respeito total, olha que filhinho orelhudo e cheio de pêlo arranjaram pra coitada.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

É armação de silicone

Alô, alô, Dabliu Cê Brasil. Poucas jogadas foram tão adequadas quanto chamar o Seu Jorge para vender Sagatiba. Os dois carregam o mesmo QUEM SOU no Orkut da vida: cachaça barata com garrafa pra gringo ficar deslumbrado (daslumbrando, talvez).


É isso aí, um vendedor de flores

Patrocinado pela Sagatiba, o show do Seu Jorge começa ensinando que Saga é busca, Tiba é eterna. A eterna busca do Seu Jorge o levou até a triste constatação de que sobrou para ele ser o Macho Alfagamabetizado de hoje.

Tem cento e vinte e três sujeitos no palco, a maioria fazendo backing vocal. Deve ser tudo parente do Seu Jorge, ou de repente ex-colegas de MINDINGAGEM.

É tudo muito muderno, muito metido a grandes coisa. Aí foi que o barraco desabou. Falta ao Seu Jorge o entendimento que, mesmo com filminho e showzinho hype por aí, o melhor que ele pode oferecer é, no final das contas, só cachaça. E é nessa que o barco se perdeu.

Cotação: Um rabo de galo, de um pau de galinheiro possível

sábado, 22 de setembro de 2007

Totonha e as cabrita

Bom dia, flor do dia! O que acharam da fascinante estréia da segunda temporada de Antônia? Que coisa triste, ein? O cara já tá deprimido por estar sexta-feira enfurnado no aconchego do lar, e a Globo tem a manha de piorar ainda mais a situação.


Sem verba para quatro lençóis

Como qualquer ex-blogueiro em atividade que se preze, nunca vi o primeiro arco de episódios e muito menos o filme. Mas falavam muito bem, minha vó achava bonitinhas as pobres e coitadas em busca do sonho do dvd próprio.

Parecia que eu tava ouvindo uma música do Lulu Santos, os primeiros acordes já revelaram tudo que ia acontecer dali pra frente. E o pior, a série tem só meia hora, e não é uma comédia e nem um drama. É meio que um clichê longo demais para ser um quadro da Zorra Total e curto demais para ser um Você Decide.

Ainda assim, voto não para Antônia - pro inferno com essas bruacas.

Cotação: Quatro abortos, de quatro Destiny's Child possíveis

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Kibadas capitais

Falem o que quiser, mas ninguém pode acusar o Kibe Louco de não saber rir de si mesmo! Genial esse post, a auto-ironia é uma grande qualidade. Aliás, sou fiel leitor do Kibão e tenho notado uma certa tendência DENUNCISTA no humor do rapaz. Uma importante contrapartida social ao  humorismo de resultados praticado pelo site.

domingo, 10 de junho de 2007

A cura e a curra

O que teria acontecido se a família do Charles Bronson tivesse morrido de, sei lá, TIFO ao invés de ter sido assassinada? E por Charles Bronson eu digo Paul Kersey, claro. Será que ele se dedicaria com tanto afinco a medicina? Fico pensando no saudoso Charles Bronson chegando no hospital do Suriname com dois trabucos escondidos no jaleco, pronto pra sentar a pua nos malditos parasitas.

Esse negócio de misturar problemas de saúde com cruzadas pessoais em nome da vingança é uma calamidade, vê esse britânico maluco que infectou 130 suecas com HIV. Claro que tinha alguma coisa errada, um inglês com vida sexual tão ativa só podia ter algum problema muito sério.


À prova de inglês maluco

E os suecos só se fodem, é o jeito da natureza de rir da cara deles. Um país cheio de gatinha, metade é lésbica e a outra metade tá infectada.

3 é o número da besta


Que beleza, estão sentindo o agradável clima por esses dias? A friaca deu uma amenizada, mas não o suficiente para que levássemos nossos rabinhos para fora das bonitas salas de projeção recentemente estreadas nessa isla bonita, como diria a outra.


O papeco sem-vergonha vem em boa hora, em boas horas, até. Horas excessivas quando falo de Homem Aranha 3, mas horas bem gastas se o assunto for Piratas do Caribe 3. Não entendo essa irritante vibe de entochar, atrolhar e enrabar os filmes-pipoca com horas e mais horas de duração. Que entulhem as historinhas com muitas cenas deletadas no dvd, mas não me obriguem a aguentar o lenga-lenga interminável fora de casa, no meio do shopping.


O fim da trilogia inicial da saga de Peter Parker - vejam quantos termos escrotos eu sei dizer!, é enfadonha, degradante e muito babaca. Acontece na vida, acontece nos gibis, daqui a uns anos vai acontecer na TNT. Os outros dois filmes pelo menos eram eventos divertidos no cinema, mesmo que fossem mal-feitos e altamente reprováveis numa análise mais detalhada (ou seja, sóbrio). A bunda-molice exagerada é incrivelmente fiel aos quadrinhos, e isso me fez ter vontade de vender todos os meus quadrinhos por um preço camarada. Um filme excelente pra Sessão da Tarde, mas a Globo vai ter que ficar sem exibir umas cinco novelas pra passar na íntegra essa merda.


Já o encerramento da saga de Jack Sparrow é esfuziante, esporrante, imbecilizante. É um filme animado, cheio de rolo, com sequências impossíveis de serem entendidas, e essa é a beleza do espetáculo. Tem uns redemoinhos gigantes no meio do mar, Calypso sem Chimbinha, Geoffrey Rush louco do crack, Keira Knightley apaixonando multidões e o Keith Richards, que é uma reserva moral muito maior que qualquer Tia May por aí. A história pouco interessa, Piratas 3 é um desses filmes que nunca deveriam ser lançados em dvd. As três longas horas do filme passam como se o cara tivesse ido no Parquinho com a família.


Fazia tempo que não ia no cinema, mas fiquei feliz por saber que a Maryeva, saudosa Maryeva, está ganhando uns trocados como a vagabunda número 1 do pão de queijo. Nunca vi ninguém ir com tanta sede ao pote de capuccino, sensacional o comercial do Rei do Mate.

Cotação: 2,5 trigêmeas da Playboy, de 3 trigêmeas da Playboy possíveis