quinta-feira, 3 de maio de 2007

A sete palmos

As garotas Gilmore já estavam mortas, só faltava enterrar. Não enterrar no sentido "tá ficando atoladinha", mas o fato é que a série já tinha acabado no sexto ano - que já não tinha sido grandes coisas.


Graaande família

Essa sétima temporada é tão escrota que eu não consegui ver nem metade. As duas sempre foram chatas pra caralho, mas eram chatas de um jeito cool e descolado. Ficaram só chatas, com tramas paralelas insuportáveis.

Inclusive me vi, pela primeira vez, como uma adolescente gorda e espinhenta, reclamando que a Lorelai tava voltando com o maldito Chris. Quando me peguei realmente lamentando o infortúnio do relaciomento da mamãe-delícia com o rufião Luke, pensei "mas que merda", e nunca mais baixei o seriado.

Verei o último capítulo, talvez o penúltimo também. Prometo resenhar de maneira apaixonada, vou até comer um bringadeiro enquanto escrevo. As garotas Gilmore deixarão saudades.

terça-feira, 17 de abril de 2007

Diga 33

Cho Seung-hui, o JoKenPo do medo. Se as armas também tivessem procedência coreana, nada disso teria acontecido.

domingo, 15 de abril de 2007

Subir num pé de papoula vendo lantejoula e descobrir que é um cacto

Assim como Paulo Santana, o mundo não passa de um grande holograma. A falsidade ideológica virou  ideologia dominante da era de Aquário. O ano do macaco era só um cara fantasiado. Toda notícia que tu lê por aí hoje em dia parece ter saído diretamente do Cocadaboa News, não duvido nada que o MrManson escreva o próximo manual da Folha.

Chega ao absurdo de as fotos da mulherzinha que fez um implante de FUÇA inspire o mesmo tipo de sentimentos que as da Karina Bacchi na Playboy - pode ser tudo uma farsa. Mas não vai ser umas mordidas na cara que vão transformar Nicolas Cage em John Travolta, nem vai ser teu pau que vai cair por causa de tétano.

E ler que, depois daquela tralha toda, o título da Beija-Flor 'pode estar sob suspeita' me faz lembrar do Noronha comentando futebol na Globo. Existem especialistas demais para especialidades de menos.

Mas vai saber...

sexta-feira, 30 de março de 2007

Tina Fey

O que esperar de uma espécie de musa-nerd da comédia americana? Disque Fey para feia pra caralho! Algumas pessoas podem achar charmoso o fato dela fazer piadas sobre Star Wars, mas essas pessoas estão todas fora do peso e são quase-virgens.


Babouuuuusa

A cara dela até fica bem disfarçada na baixa qualidade dos arquivos rmvb, mas basta uma passada no Sony para curtir a textura de areia mijada do semblante da talentosa comediante. Quem não conhece nossa baranga do mês, aliás, deveria.

Não gostava muito dela no Saturday Night Live, especialmente no quadro das notícias falsas, que deveria ser entregue eternamente para o ídolo Norm McDonald. Começou a ganhar minha simpatia quando fez aquele filme idiota com a Lindsay Lohan, aquela ex-delícia ruiva.

Mas agora, na hilariante comédia 30 Rock, a sujeita tem meu total respeito. Claro que é um fracasso e tá pra ser cancelada, mas eu juro que não faço de propósito.

terça-feira, 27 de março de 2007

Alta receptividade

Ando meio sem paciência pra ouvir discos, tirando o novo do Wilco, o velho do Arlindo Cruz aquele da Amy Winehouse. Assim sendo, acabei ouvindo uma ou outra música bonita dia desses por aí. Confira conosco as 3 músicas mais legais do mês retrasado.


Jeito Moleque - Sem Radar

Jeito Moleque é tão ruim, mas tão ruim, que o fato deles regravarem LS Jack é presepada estilo Britney poser regravando I Love Rock'n Roll. Mas ficou bacana. Demorou mais de dez anos pra perceberem que tanto o Backstreet Boys brasileiro quanto o N'Sync tupiniquim tocam pagode. É tão escroto quanto Broz, Twister e KLB, mas pelo menos faz sucesso. Paz e prosperidade a Inimigos da HP e Jeito Moleque, vamos ficar bêbados.


Nelly Furtado - Say it right

Quando essa torre de babel ambulante lançou o terceiro disco, ano passado, disseram que nada prestava além de 'Promiscous Girls'. Daí aparece essa 'Say it right', e me lembra o porque de nunca confiar no que esses comunas escrevem por aí. Tá certo que não tem nada a ver com os trabalhos anteriores da moçoila, mas isso nunca foi ruim. O pior seria continuar sendo Chico Buarque mesmo depois da Ditadura broxar.


Kassin +2 - Tranqüilo

Nunca uma música que não fez sucesso teve tantas regravações, impressionante! E o mais legal é que é sempre igual, deve ser alguma piada interna. E esse Kassin é feio pra caralho, ein? Parece o cara do Calma, Cocada misturado com o Patropi. Mas a música é legal, e merece ser um não-hit tão celebrado.

domingo, 25 de março de 2007

Falhou e disse

Não, não é outro post sobre o Tico Santa Cruz, prometo.

Tenho uma certa simpatia por projetos que não deram certo, talvez pelo fato de eu mesmo ter cerca de setenta e oito best sellers empacados em algum lugar entre o CÉLEBRO e o teclado. Uma coisa triste era depender de rádio, tv ou editora para conferir coisas legais que dificilmente teriam chance por acá. A internet facilitou a vida de todos os projetos fracassados. Ninguém fica rico, mas o material impopular tem mais chance de atingir em cheio o coraçãozinho dos apaixonados pela falha alheia (falha alheia é um termo quase tão legal quanto Thaila Ayala).


Eu, a patroa e ninguém assistindo

Enfim, tudo isso pra dizer que o seriado Day Break é muito foda. Trata-se de uma emocionante mistura de Feitiço do Tempo com, sei lá, qualquer filme ruim que passe na Globo domingo a noite: nosso querido detetive Brett Hopper é vitima de uma intrincada conspiração, em que é acusado de um crime que não cometeu. Além disso, ainda descobre que está preso num looping temporal, acordando sempre no mesmo dia.

Muita intriga, ação, mulher gostosa e nonsense. Pra que melhor?

A coisa foi tão bem que o programa mal durou um mês nos EUA. A tarefa, é fato, não era das mais fáceis: substituir a pior fase de Lost. Mas os produtores honraram a idéia inicial de 13 episódios, e fizeram tudo até o fim. Nunca chegou até a tv americana, mas saiu na internet e em um desses países alternativos, o Canadá, acho.

A quem interessar possa, tem a série toda pra download aqui. A chance disso sair no Brasil é realmente pífia, no máximo o Sílvio Santos exibe uns cinco episódios só pra sacanear os fãs de Smallvile.

sábado, 24 de março de 2007

Tico ao álvaro

Vocês viram o FLASH MOB disfarçado de manifestação que o grande Tico Santa Cruz fez na escadaria de uma igreja lá no Rio? Tinha mais ou menos dezessete pessoas, incluindo participantes e curiosos, um sucesso apenas comparável à manifestação que teve contra a falta de seriedade da diretoria do Avaí aqui na escadaria da catedral.

Tô cansado de sentir vergonha pelo Tico Santa Cruz. Desde que o brother dele morreu num assalto ele meio que assumiu pra si a condição de mártir, já que o imbecil que realmente merecia o posto reside à sete palmos do solo de "Ainda vou te levar", e não tem como capitalizar em cima.


Algo me alvejou, ai...

Dias depois do fracassado flash mob (desculpem a redundância), o carro do nosso amigo Tico foi alvejado por uma bala perdida. Adivinha se o cara não acha que é retaliação? No máximo foi algum parente querendo deixar o gurizão ligado.

No aguardo do disco solo produzido pelo Yuka.