domingo, 14 de maio de 2006

Sinistro, cascudo, sinônimo punhetação

Depois de misturar samba com rap, Marcelo D2 adicionou um novo ingrediente no seu som. Tem muita punheta nesse angu.

Não que o ex-maconheiro em atividade já não fosse um notório falador. Mas no terceiro disco solo, "Meu samba é assim", D2 barbariza e fala trocentas vezes a respeito de tudo o que já falou antes. Frases manjadas de sua trajetória, trinta e sete menções a prisão em 97, e até um merchan pra sua grife de camisetas. Tem uma faixa chamada "Lapa", mas que coisa nada surpreendente. Monta um blog, D2.

Quanto ao mix samba-rap, eu não acharia estranho se D2 aparecesse nas fotos de divulgação desse disco com o cabelo pintado de amarelo. As letras de amor fariam Belo corar. Triste que nem juntar o pagode-modinha dos anos noventa com o rap é criação do ex-amigo do B Negão. Até o Jeito Moleque já fez isso.

Mas apesar disso tudo, gostei do disco. Destaque pra participação do Zeca e do Arlindo em "Dor de verdade".

Cotação: D2, d10 possíveis

terça-feira, 2 de maio de 2006

Bigode Banda Larga

E aí, como vai essa força? Desculpem a ausência, mas vocês tão ligados. A batata assa, senão o feijão queima. Maio, mês das noivas.

Alguém mais está com a febre de My name is Earl? É fascinante, eu tava lendo alguns sites por aí e parece até que a NBC andou molhando a mão de uma pá de blogueiro. Fazia tempo que não se falava tanto numa série. Até a Luana Piovani falou que tá deixando o bigode crescer pra viver Earl na sua próxima peça infantil. E parece que o Kibe Loco tinha duas ou três piadas prontas sobre a série, mas acabaram sendo reutilizadas no caso da greve de fome do Garotinho.

Como o Vai trabalhar, vagabundo é o site em que se fala com proriedade a respeito de tudo o que já foi discutido à exaustão no mês anterior, finalmente assisti ao programa. Nem sei se gostei tanto assim, mas descobri que é muito legal baixar coisas diferentes na internet - até semana passada, eu só tinha a liga da música ruim e da putaria sem classe.

Se o amigo leitor também não tem intimidade com a pirataria inteligente, tipo essas merdas de torrent e outras dificuldades, um doidão disponibiliza os episódios da série em um FLOGÃO sensacional. É só aguardar os 45 segundos regulamentares do MegaUpload e abraçar a vovó.

A série em si, deixem-me falar. É uma mistura de Shasta com qualquer filme tradicional da Sessão da Tarde. E, queiram ou não, o resultado é bacana. Jason Lee, o protagonista, é um sujeito carismático e bigodudo. Gosto dele desde Quase Famosos, quando ele interpretou o líder daquela banda que era pra ser o Led Zeppelin, acho.

O Earl era o maior pau no cu, mas acabou começando a acreditar em karma. Daí ele faz uma lista de tudo o que ele fez de errado, e os episódios mostram ele tentando ajeitar as coisas. Falando assim, parece menos legal do que realmente é. O irmão dele, um semi-retardado, meio que rouba a cena, mas às vezes forçam um pouco a mão, e acaba ficando menos engraçado do que deveria. E tem duas gostosas que são muito gostosas. A galega sempre faz papel de putona, e a morena eu nunca vi na vida, mas pegava amarradão.

No mais, é como aquele cara do Cocadaboa falou dia desses. Não pergunte o que a tv a cabo pode fazer por você, pergunte o que você pode fazer pela internet banda larga.

terça-feira, 25 de abril de 2006

Filmes ruins fazem outra vítima

Um adolescente de 17 anos morreu dentro do Pantanal Shopping enquanto assistia ao filme "Espíritos - A Morte" está ao seu lado, exibido na sala 8 do complexo de cinemas do Pantanal Shopping, quinta-feira (06), por volta das 20h.
Jean Carlos Lima estava com um grupo de amigos assistindo ao filme. A sessão teve início às 19h15. O adolescente que entrou com os amigos começou a passar mal meia hora depois de o filme ter começado. (notícia completa acá)

Esse trecho da matéria funciona como minha resenha do filme. Não demorei nem meia hora pra passar mal, em no máximo 5 minutos já suava frio com a ruindade dessa pérola do cinema tailandês assassino. O pobre coitado do Pantanal Shopping deve ter é morrido de rir dos sustos forçados e da história patética. Quem sentou do lado dele durante a sessão deve ter se emocionado com a fina ironia.


Baba, baby

O espertalhão diretor tailandês se utiliza apenas dos efeitos sonoros absurdamente altos para assustar os incautos. Depois da décima sétima vez que ele usa desse artifício, tudo o que ele consegue é matar um infeliz. Eu pedia o dinheiro de volta.

Por sinal, o fim do filme, com a explicação para a dor na nuca sentida pelo protagonista, é uma das coisas mais abobalhadas já vistas na história do cinema. Hollywood deve estar em vias de produzir um remake com o Rob Schneider.

No que depender desse filme, a Tailândia vai continuar por muitos anos sendo simplesmente a terra natal do Sagat.

Cotação: entre um morto e nenhum ferido, ninguém gostou do filme

terça-feira, 11 de abril de 2006

Dando a fé no kibe

O Efeito Kibe é um sucesso. O quadro do grande Kibe Loco ainda nem estreou no Caldeirão do Huck, mas não se fala em outro assunto por aí. A repercussão é tão boa que até Suzane Richthofen tentou pregar uma Situação Urbana Divertida na Globo. Mas, se até a Ruth Rôncio e o gordinho do João Kléber eram de vez em quando desmascarados, o que esperar de uma atriz tão amadora quanto a assassina profissional preferida do país?

A trairagem-mor da história da humanidade, a creontagem do Judas pra cima de Jesus, andou recebendo uma reinterpretação após a onda do Efeito Kibe. Judas acabou se tornando o maior Ivo Holanda da história, malhado em nome do entretenimento, pois uns arqueólogos brincalhões descobriram que tudo não passou de uma grande pegad... digo, Situação Urbana Divertida divina. Com o todo-poderoso lá de cima, a diversão urbana é mais embaixo.

segunda-feira, 10 de abril de 2006

Encosta tua cabecinha

Espero que tenham aprendido alguma coisa com a senhorita Suzane von Richthofen, crianças: tudo bem matar a família, só não vão tentar mentir pra Globo.

quarta-feira, 5 de abril de 2006

O Efeito Kibe

Saiu no Uol essa notinha sobre nosso estimado Kibe Loco:

Estréia no próximo dia 15 de abril um novo quadro do "Caldeirão do Huck" que vai se chamar Kibe Loco. É feito pelo mesmo autor do famoso site de humor, Antonio Tabet, e trará situações urbanas divertidas. "Não se trata de pegadinhas. Não use a palavra pegadinha, por favor", diz Tabet.

Já dá até pra imaginar a imagem que ele vai botar no site pra popularizar o quadro na internet.

Um eufemismo no melhor estilo do Efeito Townshend. Aposto que o Kibe tá apenas fazendo uma pesquisa.

terça-feira, 4 de abril de 2006

Na base do saci

MC Marcinho ficou tragicamente conhecido por causa do hit "Glamourosa", mas merecia coisa melhor. O guri tem um repertório de primeira, que vai desde charms elegantes como "Garota Nota 100" e "Princesa", até o pancadão-hardcore-do-mal "Tarado por cu", em que emula um Roberto Carlos chegado num iê-iê-iê por trás de um tal de Fanélio.

Desejamos o melhor para MC Marcinho, sua família e os outros envolvidos no acidente. Torcemos que sua recuperação seja a mais breve possível, e aproveitamos para listar as 10 melhores coisas que podem acontecer a um funkeiro perneta. Pro caso de tu precisar, Marcinho.


Enquanto as muletas não chegam, o equilíbrio nas barangas

10 melhores coisas que podem acontecer a um funkeiro perneta

10. Finalmente ter onde mocosar aquele AR-15
09. Poder espancar o MV Bill com a muleta, pro caso voltar com aquela câmera no movimento
08. Ter a coreografia mais inovadora do baile
07. Eventualmente precisar de um banquinho, sem necessariamente ceder à bossa nova
06. Sair pra comprar pó num pé e voltar no mesmo
05. Conseguir um desconto na bermuda da Gang
04. Mancar bonito no charm, e elegante no funk
03. A viatura da polícia vai poder estacionar na vaga de deficiente
02. Com uma perna a menos, o crack deve bater mais rápido
01. Vender a perna no Mercado Livre pode garantir o sustento da família por uns meses - ou pelo menos o de uma das sete famílias